Ela se casou e foi mãe aos 12 anos: 10 cruéis histórias do matrimônio infantil ao redor do mundo
misteriosdomundo2018-01-15

É uma dolorosa tradição que permanece: os matrimônios infantis acontecem em todas as classes sociais, continentes, idiomas ou religiões, e as principais vítimas são nossas meninas que só queriam continuam gargalhando com seus amigos que brincam a tarde toda, e não chegar ao altar com um homem que poderia até mesmo ser seu bisavô.

Os matrimônios infantis não somente são um delito que deveria ser penalizado em todo o mundo, se não que são um dano irremediável para uma menor de idade que não passa dos 14 anos.

International Center for Research on Women, uma organização multinacional que promove os Direitos Humanos, estima em um de seus estudos globais, que todos os anos, 10 a 12 milhões de meninas no mundo, chegam ao altar antes de completar 18 anos.

A Unicef em seus informes sobre os Direitos Humanos Infantis, explica que o matrimônio infantil é mais frequente na África e parte da Ásia. No Niger, por exemplo, 77% de suas mulheres entre 20 e 24 anos casaram antes de completarem 18 anos, em Bangladesh, 65%.

Ela se casou e foi mãe aos 12 anos: 10 cruéis histórias do matrimônio infantil ao redor do mundo
Stephanie Sinclair

A National Geographic, preparou uma exaustiva investigação liderada pela fotografa e jornalista Stephanie Sinclair, ganhadora de um prêmio Pulitzer por sua reportagem Too Young to Wed: The Secret World of Child Brides (Muito jovem para o casamento: O mundo secreto das crianças noivas).

Por 8 anos, Stephanie investigou esta realidade oculta na Índia, Iêmen, Afeganistão, Nepal e Etiópia, onde conheceu histórias de um abuso infantil que foi disfarçado e defendido por aldeias e povoados do mundo todo, por ser, segundo eles, tradições familiares.

O matrimônio infantil segue ocorrendo lamentavelmente no século XXI, as histórias que relatou Sinclair, são uma amostra disso.

Imagens: Stephanie Sinclair/National Geographic

1. Sidaba e Galiyaah

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Estas noivas do Iêmen, descem depois de celebrar sua festa nupcial com as mulheres da família: Sidaba e Galiyaah são veladas e acompanhadas ao que será a vida com seus maridos.

Uma ativista de Sannaa explicou que muitas garotas veem o matrimônio como forma de escapar do controle familiar imposto por seus pais.

2. Tahani, 8 anos

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Tahani (a menina com vestido cor de rosa) confessou que seus primeiros meses de casamento com Majed foram muito difíceis: “sempre que o via, me escondia. Odiava estar com ele”, disse.

Ela se casou com Majed quando tinha somente 6 anos, e ele, 25.

3. Asia: mãe aos 12 anos

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A garota tem 14 anos na foto, e dá banho em sua filha recém nascida enquanto sua primogênita de 2 anos está brincando. Em sua casa em Hajjah, no Iêmen, ela conta que ainda não sangra devido ao parto e não sabe como se cuidar, já que não têm acesso a essa informação.

4. Impunidade retrógrada e medieval

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Em Kandahar, uma cidade do Afeganistão, este homem apunhalou sua mulher de 15 anos por não cumprir suas ordens e desobedecê-lo.

A mulher que está ao lado do homem é policial e se chama Malalai Kakar. Quando lhe perguntaram o que ia acontecer com o marido, ela respondeu: “nada. Aqui os homens são reis”.

5. Casamento depois da meia-noite na Índia

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O casamento infantil é algo ilegal na Índia, mas ainda segue ocorrendo: muito depois da meia-noite, despertam a Rajani, uma pequena de 5 anos para levá-la a seu casamento. Na foto, seu tio a está carregando.

“Estes casamentos são um segredo que é guardado nessas aldeias”, explicou um fazendeiro da zona.

6. O casamento de Rajani: uma tradição maldita

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Os rostos desses meninos mostram o que todos nós pensávamos: eles não tem ideia do que está acontecendo.

Rajani e seu namorado, olham um para o outro, enquanto realizam seu casamento ante o “fogo sagrado”. Nesta tradição, a jovem deve viver com seus pais até a puberdade, porque logo depois deve ser feita uma cerimônia para entregá-la a seu marido.

7. Chorando a espera de misericórdia

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Em uma pequena aldeia no Nepal, o casamento prematuro é algo bastante comum, mas Surita, de 16 anos, não quer abandonar sua casa.

Na foto, ela aparece protegida por um tradicional véu nupcial, e está sendo levada até a família de seu novo marido.

8. Casadas e sem estudos

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Estas jovens esposas são de um povo ao oeste do Iêmen. No começo da entrevista, se mostravam tímidas e reservadas, tudo até que tocaram no tema “educação”.

Maioria delas, haviam se casado entre os 14 e 16 anos, e nunca haviam pisado em uma escola: na entrevista, afirmaram que ainda esperam entrar em uma.

9. A luta e a resiliência de quem se rebelou contra o sistema

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Os pais de Sunil prepararam seu casamento quando ela tinha 11 anos, mas ela, levantou a voz e ameaçou denunciá-los a polícia de Rajastão, e eles cederam a seu pedido.

Agora ela segue indo a escola e tem 13 anos. “Estudar lhe trará vantagens”, disse sua mãe em entrevista.

10. Nujood Ali: heroína mundial

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Deu um passo adiante e propôs lutar contra o sistema sob o qual vivia. Noajood tinha 10 anos quando fugiu de seu marido.

Ela pegou um taxi até o Palácio de Justiça de Sanaa, no Iêmen, para pedir que a divorciassem de seu marido.

Graças a sua batalha, ela se converteu em heroína internacional pela luta pelos direitos da mulher, voltou para casa com sua família e voltou para a escola.

Queremos que todas as meninas do mundo se livrem dessa tortura. Porque todas merecem e necessitam nossa ajuda.

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