A birra tira do sério até mães e pais mais controlados, ainda mais se acontecer em locais públicos. Quer aprender a evitá-la?

Photo of nine month baby crying, isolated
Photo of nine month baby crying, isolated

Em um almoço de domingo, Juliana Ali passou pelo que considera a pior birra já feita por seu filho Téo, que atualmente tem 7 anos. “Foi na casa da minha sogra, por causa de uma coisa bem boba, provavelmente porque não queria comer. Ele gritou, esperneou e a família toda tentou consertar a situação, o que só piorou tudo”, conta a jornalista e blogueira.

Juliana precisou tirar o filho do ambiente. “Fomos dar uma volta de carro e eu disse que a gente só voltaria quando ele parasse com o chilique. Deu certo”, relembra.

Locais públicos são alvos certos para as birras infantis por terem muitos atrativos, o que instiga a vontade da criança de explorar o ambiente e fazer suas exigências. É o que explica a psicóloga infantil Luciane Coelho dos Santos. “No entanto, ela ainda não consegue lidar com a não realização de um desejo seu, ou a vontade enorme de conseguir o que lhe dará prazer”, observa.

Nancy Minervini entende bem disso. “A Stella sabe bem o que quer e se descontrola sempre que é contrariada”, conta a dona de casa, mãe da menina de 2 anos, que afirma “pisar em ovos” com ela.

“Quando o escândalo é em casa, eu deixo chorar e logo ela se cansa. Mas, na rua, fica um pouco mais complicado. Tenho comigo sempre a mantinha dela, que funciona como um porto seguro (o famoso objeto transicional), e algo que ela goste de comer, para tentar acalmar os ânimos”, revela.

Dependendo da ocasião, assim como fez Juliana, Nancy encerra o passeio. “Quando a Stella percebe que a diversão vai acabar, o choro diminui. Aí, eu sento com ela em um cantinho e converso. Acho que ela fica um pouco envergonhada”, conta.

Essa, aliás, é uma das orientações da especialista Luciane Coelho dos Santos. “Por mais incômodo e frustrante que seja para todos, caso a criança não se acalme, desista do passeio. É a melhor forma de educar e seu filho possivelmente vai pensar antes de fazer birra novamente durante um programa”, afirma a psicóloga.

Os terríveis 2 anos

Stella e Téo protagonizaram as suas piores histórias de birra aos 2 anos. Será coincidência? Segundo Luciane, não se pode dizer que existam períodos mais ou menos problemáticos na vida de uma criança. Cada fase tem suas peculiaridades e a birra, muitas vezes, é um pedido de socorro, para que o adulto ajude a criança a entender o mundo.

Porém, a psicóloga comenta: “Por volta dos 2 ou 3 anos, a criança passa por uma ampliação de competências e percepções. Tudo isso a faz ser mais exigente e a ter um entendimento melhor de suas vontades. E isso é um prato cheio para o descontrole”.

É sempre importante lembrar que a birra faz parte do processo de desenvolvimento da criança. Cabe aos pais saberem lidar com a situação de maneira saudável.

Dá para evitar a birra?

Claro que dá! “Nunca subestime uma criança. A birra pode ser uma forma de testar os pais e entender até onde ela pode chegar”, comenta Luciane. O controle da situação precisa ser dos adultos e não dos filhos. Algumas dicas podem minimizar momentos de estresse como esse:

  1. Tente evitar ataques de birra conversando com a criança antes de sair de casa. Já deixe combinado o que será ou não permitido durante o passeio.
  2. O autocontrole é a maior arma contra a birra. Não se desestabilize, grite ou bata na criança na hora da crise.
  3. No caso de crianças bem pequenas, na hora da birra, mude o foco dela. Tente afastá-la do local do descontrole e mostre outros atrativos.
  4. Para as crianças maiores, mantenha a calma. Olhe nos olhos do seu filho e diga que essa não é a melhor maneira de conseguir as coisas. Não entre no jogo.
  5. Caso a criança não se acalme, desista do passeio, por mais frustrante que seja. Ela precisa sentir a perda.
  6. Quando as coisas se acalmarem, finalize a bronca com carinho, beijo e abraço. As crianças precisam se sentir seguras ao lado dos pais.
  7. Ao chegar em casa converse sobre o que aconteceu. Nunca deixe passar a oportunidade de educar.
  8. Não se importe com os olhares alheios. Todos os pais passam por momentos como esses. Você não está errando em seu papel de mãe ou pai e, com certeza, faz o melhor que pode para educar seus filhos.
  9. Em caso de cansaço físico e emocional, compartilhe suas dúvidas e dores com outras amigas mães. Você vai descobri que não está só.
  10. Como foi dito, a birra é um processo evolutivo. Entretanto, caso o comportamento se potencialize com o passar do tempo, é hora de entender o que está errado na dinâmica familiar e procurar ajuda especializada.

fonte: disneybabble

(Foto: Getty Images)

Como evitar que seu Filho dê chilique no meio da rua

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