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Especialistas explicam por que campanha não inclui crianças de até seis meses vida

É tempo de se prevenir contra o H1N1. A vacinação contra a gripe foi antecipada no DF e começa na próxima segunda-feira (18/4) para o primeiro grupo: crianças com entre seis meses e cinco anos, gestantes, mulheres com até 45 dias de pós-parto e trabalhadores das redes pública e privada de saúde. Bebês com menos de seis meses, no entanto, estão de fora do calendário da rede pública e também não devem tomar a vacina em clínicas privadas. Mas, segundo especialistas, não há motivo para pânico ou para forçar uma vacinação a qualquer custo. Com a ajuda deles, Metrópoles explica por que.

“Primeiramente queremos diminuir o pânico na população. Estamos vacinando muita gente e acredito que isso já diminua a contaminação”, pondera a infectologista Ana Rosa dos Santos, gerente médica do Sabin Vacinas. E o motivo pelo qual a vacina não é liberada para os pequenos é simples: não existem estudos para garantir que ela é segura para eles.

“Essa é uma característica de qualquer vacina. Você só pode recomendá-la a uma certa população quando estudos provam que ela é capaz de proteger aquele grupo de forma segura. Isso ainda não aconteceu com crianças de até seis meses no caso da vacina contra a gripe”, explica Marco Aurélio Sáfadi, professor de pediatria da Santa Casa de São Paulo e secretário de Departamento de Infectologia da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Vacinação de gestantes
É por isso que é tão importante que as mulheres grávidas – incluídas já nesta primeira fase da campanha – sejam vacinadas. “Estudos mostram que os bebês que nascem dessas gestantes imunizadas já têm uma proteção contra a gripe, porque eles adquirem os anticorpos no útero, pela placenta. Essa é a estratégia que usamos hoje”, diz Sáfadi.

Até os seis meses a criança ainda tem a proteção herdada da mãe. Por isso não há necessidade de vacinação. Os estudos foram feitos com crianças a partir dos seis meses porque é quando esses anticorpos começam a diminuir.

Ana Rosa dos Santos, infectologista e gerente médica do Sabin Vacinas

No caso de crianças já nascidas, com até seis meses, o ideal, segundo os especialistas, é que todos que tenham contato próximo com elas – pais, irmãos, babás, etc. -, se vacinem, para evitar que o vírus circule no mesmo ambiente.

A primeira leva da vacinação na rede pública do DF deve imunizar 295 mil pessoas. A vacinação será feita em todos os centros de saúde pública de 8h às 12h e de 13h às 17h. Os demais grupos devem ser vacinados a partir do dia 30 de abril: pessoas com mais de 60 anos, povos indígenas, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e pessoas com doenças crônicas não transmissíveis ou com outras condições especiais.

Quem não está nos grupos de risco pode procurar a vacina nas clínicas particulares – a maioria está com dificuldade de manter o estoque de acordo com a demanda. A média de preço da quadrivalente, que protege contra quatro tipos de vírus, é de R$ 150. A vacinação contra a gripe deve ser feita todos os anos em dose única, exceto em crianças que nunca receberam a vacina antes: no primeiro ano a vacinação é feita em duas doses, com intervalo de um mês, e depois uma dose por ano nos anos seguintes.

Fonte : metropoles.com

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